O fim do PERSE e o novo cenário para o turismo em 2026
O ano de 2026 consolidou uma mudança drástica na estrutura fiscal do turismo brasileiro. Com o encerramento definitivo do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), hotéis, pousadas e agências de viagens perderam um dos pilares de sustentação financeira que permitiu a sobrevivência do setor nos últimos anos. Para o empresário, a pergunta não é mais como aproveitar o benefício, mas como reorganizar o fluxo de caixa para absorver o retorno da carga tributária integral.
A transição exige uma visão técnica apurada. Não estamos falando apenas de um aumento de custos, mas de uma reestruturação necessária para manter a competitividade em um mercado que, simultaneamente, enfrenta a implementação da Reforma Tributária (Lei Complementar nº 214/2025).
Impactos práticos: O que muda no planejamento tributário?
A retirada do PERSE impacta diretamente a apuração de IRPJ, CSLL, PIS e COFINS. Sem a alíquota zero ou reduzida, a margem de lucro operacional sofre uma pressão imediata. Para hotéis, o desafio é ainda maior devido à alta intensidade de custos fixos, como energia, manutenção e folha de pagamento.
Dica de Especialista: O planejamento tributário em 2026 deve ser preventivo. A escolha entre Lucro Real e Lucro Presumido nunca foi tão estratégica. Hotéis com alto custo operacional podem encontrar no Lucro Real uma forma de otimizar o aproveitamento de créditos, especialmente com as novas regras do IVA Dual (IBS e CBS).
Como reorganizar o fluxo de caixa sem o PERSE?
- Revisão de precificação: Com o aumento da carga tributária, a margem de contribuição de cada diária ou pacote deve ser recalculada.
- Gestão de fornecedores: No novo modelo de IVA, a regularidade fiscal dos seus fornecedores é vital. Compras de parceiros irregulares impedem o creditamento, elevando o custo final do seu serviço.
- Monitoramento de teses judiciais: O setor acompanha de perto julgamentos no STF, como a exclusão do ISS da base de cálculo do PIS/COFINS, que pode representar um alívio de caixa significativo para hotéis.
Perguntas frequentes sobre o cenário pós-PERSE
O fim do PERSE afeta o planejamento tributário de hotéis?
Sim, de forma profunda. O fim do benefício exige que o hotel reavalie sua estrutura de custos e regime tributário, já que a carga de impostos federais voltou ao patamar integral.
Como hotéis e agências devem reorganizar o fluxo de caixa sem o benefício?
O foco deve ser a eficiência operacional e o aproveitamento de créditos tributários. É essencial implementar sistemas de gestão (ERP) que estejam parametrizados para as novas regras da Reforma Tributária, garantindo que nenhum crédito seja perdido.
Quais os impactos financeiros do fim do PERSE para o setor de turismo em 2026?
O impacto é a redução da margem líquida. Empresas que não revisarem seus contratos e estratégias de precificação enfrentarão dificuldades de liquidez, especialmente com a transição para o sistema de IVA Dual.
A importância da consultoria especializada
Navegar entre o fim do PERSE e as exigências da Reforma Tributária sem um suporte contábil especializado é um risco desnecessário. A FY Brasil Contabilidade possui a expertise necessária para analisar o seu CNAE, revisar sua estrutura de custos e garantir que sua empresa esteja em conformidade com a legislação vigente, sem pagar um centavo a mais do que o necessário.
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